Grécia e seus Vinhos

“Drinking good wine, with good food, in good company, is one of life’s most civilized pleasures” (Michael Broodbent, Crítico inglês de vinhos)

“Beber um bom vinho, com boa comida, em boa companhia, é um dos mais civilizados prazeres da vida”.

Mosteiro de Meteora na Grécia Central

O vinho, para os antigos gregos, foi um presente que receberam do Deus Dionísio, filho de Zeus, conhecido pelos romanos como Baco.

A história da Grécia antiga está relacionada com a viticultura. São mais de 6500 anos produzindo vinhos. A Ilíada de Homero já mencionava as regiões gregas produtoras de vinho.

Essa tradicional cultura esteve seriamente ameaçada durante os 500 anos do Império Otomano (Turcos) e só em 1830, com a independência da Grécia, os gregos voltaram a dedicar-se à vinicultura.

Em 1937, a Grécia fundou o seu Instituto Vinícola de Atenas. Contudo, só a partir de 1981,com a entrada do país na Comunidade Econômica Europeia (hoje União Europeia-UE) a Grécia iniciou um processo de adaptação às normativas europeias, organizando sua legislação vinícola e, dando a necessária importância à qualidade e produtividade de seus vinhedos.

O período de 1976 a 1979 que antecedeu a entrada do país na UE, coincidiu com a minha residência na Alemanha Federal (Bundesrepublik Deutschland) que ainda estava separada da DDR (Deutsche Demokratischrepublik). Fatos da história!

Era um período em que os poucos vinhos gregos que encontrávamos na Casa da Grécia de Freiburg eram bem mais “econômicos” do que aqueles alemães e tinham etiquetas bem complicadas, escritas em grego.

Estes, por serem mais baratos, estavam sempre nas listas das festas dos estudantes, juntamente com os vinhos espanhóis, rumenos, húngaros e jugoslavos. A rapaziada, gostava de “encher a cara” a um preço módico.

Lembro-me de uma festa de estudantes da Faculdade de Ciências Florestais à qual foram convidados alguns doutorandos, onde a música que mais se tocava era “Griechischer Wein” (vinho grego). Era sucesso do momento do cantor austríaco Udo Jürgens. Claro que o vinho que “circulava” era um tinto grego! De uma qualidade, digamos modesta.

Confesso que as minhas primeiras experiências com o vinho grego não foram as mais memoráveis! Especialmente com o famoso vinho Retsina; mas esse será assunto para daqui a pouco.

Os vinhos gregos, naqueles anos, em geral, eram vinhos ásperos, pouco balanceados, madeirados e sobretudo, oxidados. Nada especial!

Com o tempo fui aprendendo que aqueles vinhos tinham características bem próprias. Suas castas eram milenares e autóctones; poucos as conhecíamos e tinham nomes bem diferentes das que estávamos habituados. Pessoalmente, ainda não faziam parte de meu “cardápio enológico”.

Atualmente, depois de mais de 35 anos de União Europeia, o vinho grego modernizou-se e globalizou-se. Mesmo assim, não é fácil encontrar os melhores gregos fora da Grécia, a preços competitivos. A barreira dos chilenos, argentinos, italianos, espanhóis , portugueses e outros é quase instransponível. Adicionalmente, o volume de produção dos vinhos helênicos não é grande para o mercado internacional, sem considerar que ainda falta em nosso hemisfério mais informação e conhecimento sobre esses vinhos.

 Mosaico romano/helênico de uvas brancas

A República helênica, cuja capital é a cidade de Atenas, membro da União Europeia desde 1981,está estrategicamente situada entre a Europa, África, Oriente e Ásia. Sua população de cerca 11 milhões de habitantes ocupa um território de 132 mil quilômetros quadrados, 80% sendo montanhoso e conformado por sete arquipélagos, com cerca de 1400 ilhas, das quais 227 são habitadas.

O país é banhado pelos mares Jônico a oeste, Egeu a leste e o Mediterrâneo.  

Informações Adicionais

A produção de vinho em 2018 foi de 2,8 milhões de hectolitros, o que posicionou o país como 17º produtor mundial. Para efeitos de comparação, o Brasil nesse ano produziu 3,0 milhões de hectolitros, ao igual que a Nova Zelândia, sendo o 15º maior produtor mundial.

Em 2018, a exportação aumentou um pouco e o PIB voltou a crescer, porém, o consumo interno baixou entre 2008 e 2018, devido ao empobrecimento geral da população cuja renda per capita anual baixou dos 21,900 Euros para 17,100 Euros.

Mesmo assim, o grego consumiu 27,8 litros de vinho per capita/ano, sendo o 13º maior consumidor mundial. Nada mal!

Variedades de castas

Uma dificuldade preliminar é entender os nomes de suas vitis viníferas para os que não são familiares com vinhos gregos. Elas são nativas e só existem por aqui.

Hoje está mais fácil entender seus vinhos pois, suas etiquetas, por Normativa da União Europeia, facilita sua comercialização, e estão em inglês, italiano, alemão, francês ou espanhol, de acordo com o país para os quais são exportados. No passado, era mais complicado porque vinham somente em grego, com alguns esclarecimentos fornecidos pelo importador de determinado país.

Atualmente, a vinicultura grega está mais aberta às conhecidas castas francesas, porém, salvo exceções, a qualidade não é a mesma.

A Grécia conta com cerca de 300 variedades de castas nativas. A metade de seus 150 mil hectares de vinhedos é destinada à produção de vinhos; a outra metade destina-se à produção de sucos, passas ou uvas de mesa.

Segue uma pequena lista das castas mais conhecidas e usadas.

Uvas brancas recomendadas:

Assyrtico. É nativa da ilha de Santorini, com fortes raízes islenhas, sendo hoje encontrada em várias regiões. Possui características semelhantes à riesling sendo uma espécie de “uva coringa”, muito usada em corte, incluindo na elaboração do vinho retsina;

Malagousia. É encontrada especialmente na Macedônia. Aromas perfumados e acidez média produzindo vinhos de corpo pleno.

Vinho de Santorini elaborado com Assyrtico (ao lado) em corte com Athiri

Roditis.Encontra-se no centro da Grécia, Macedônia, Ática e Peloponeso. Usada em corte para o vinho retsina (uva rosa).                   

Savatiano. Encontra-se em Ática na região de Peloponeso. Principal uva. Usada na elaboração do vinho retsina.

Moschophilero. Encontra-se em Peloponeso na região de Montinea.

Robola. Original da ilha de Cefalônia no mar Jônico.

Debina. Original da região de Epiros na área de Zitsa.

Athiri. Encontra-se em Santorini, Macedônia e Ática.

Uvas Tintas recomendadas:

Agiorgitiko. Nativa da região de Nemea, na península de Peloponeso. Características semelhantes à uva Gamay (do Beaujolais Nouveau).

Limnio. Original das ilhas de Lemnos e Calcídica, no mar Egeu e próxima da Macedônia.

Xinomavro. Original do norte da Grécia e Macedônia, onde produz o excelente vinho de Naousa. É uma das melhores tintas da Grécia e conhecida por produzir vinhos “parecidos” com o italiano Barolo.

Xinomavro
Região de Naousa         

Mandilaria. Comum nas ilhas de Creta e Rhodes (Rodas).

Mavrodaphne. Encontra-se na Península de Peloponeso e nas Ilhas Jônicas.

Nagoska. Encontrada no nordeste da Grécia.

Romeiko. Comum em Creta, na região de Chania.

Atualmente, são usadas variedades francesas tanto para brancos como para tintos como chardonnay, sauvignon blanc, cabernet sauvignon, cabernet franc, merlot, garnacha e syrah. Nota-se que ainda não estão tão adaptadas ao país como as nativas.

Mosaico grego do Deus Dionísio (Baco)

Regiões Produtoras

Para melhor entender a distribuição das regiões produtoras, e facilitar a compreensão de quem não estão habituados com a distribuição espacial da Grécia, dividirei o país, para efeitos desse post, em três regiões produtoras, com especial referência às ilhas mais importantes. Recomendo orientar-se pelo mapa ilustrado anteriormente.

Região Norte

É, predominantemente, a região do vinho tinto. São as regiões de Trácia que fazfronteira ao nordeste com a Turquia, ao norte com a Bulgária, ao noroeste com a Macedônia e a oeste com a Albânia. De maneira geral, com exceção de algumas áreas, a região elabora vinhos de mesa mais simples.

As áreas de produção são: Naoussa, Amynteo, Goumesina, Siasista e Halkidiri. As duas primeiras são as mais importantes.

As variedades mais plantadas na Macedônia são: Asyrtiko, Agiorgitico, Athiri, Xynomavro e Moshomavro.

A melhor área é da Denominação de Origem Naoussa, na Macedônia, onde é elaborado um vinho tinto, encorpado, com a casta Xinomavro.

Na área de Amintaion (Amynteo) é também produzido um rosado leve.

Na região central, mais a oeste, destaca-se a Denominação Rapsani (região de Tessália) que é um tinto resultante do corte de três castas: xinomavro, stavroto e krasato. É elaborado aos pés da montanha mais alta da Grécia, o Monte Olimpos (2,900 m).

Em Metsovo, o melhor vinho tinto é um cabernet sauvignon e, em Zitsa e Epiros, a casta Debina é responsável por um branco leve, simples e efervescente.

Região Centro-Sul

É a maior área contínua de vinhedos do país com 50% dos vinhedos e um terço da produção vinícola nacional. Vai da região de Epiros e Tessália (bem no centro do país) até o sul da Península de Peloponeso que se situa do outro lado de Atenas, separada pelo Istmo de Corinto. Essa região abrange a área de Atenas.

Epiros e Tessália, região do monte Olimpo (o mais alto do país, com pouco mais de 2,900 metros de altura) é a área da Denominação de Origem Rapsani.

Já no Peloponeso, na sub-região de Nemea, predomina a casta Agiorgitiko que produz um tinto muito concentrado. Os tintos são os melhores nessa região, muito embora se possa chamar atenção para um branco leve e seco da sub-região de Mantinia, elaborado com a uva Moschophilero e alguns rosados elaborados com Roditis.

Patrás é outra sub-região do Peloponeso que produz um tinto muito concentrado (15% vol.) com a casta Mavrodaphne. Trata-se de um vinho bem concentrado, escuro e doce que se destina ao envelhecimento. É um vinho para sobremesa.

Finalmente, Patrás, também, elabora o Muscato de Patrasso (Denominação de Origem) e o Muscato de Rion.

As Ilhas

O mapa acima mostra as ilhas do Mar Jônico em amarelo, as do mar Egeu na cor laranja, e as ilhas ciclades, em verde. Concentraremos-nos nessas que são para o caso vinícola, as mais importantes. Claro que, também, incluiremos Creta (Mar de Creta) e algo de Rodas.

Ilhas do Mar Egeu (e Creta)

As ilhas mais famosas são Creta, Santorini (região das ciclades) e Rhodes (Rodas). Estas são ilhas mais áridas quando comparadas às do Mar Jônico.

Em Santorini, famoso destino turístico da Grécia, a principal casta é Asyrtiko (genérica e multifacetada)responsável pela elaboração de vinhos brancos, com aromas cítricos e serve de corte para muitos vinhos, incluindo o retsina.

Essas ilhas produzem muitos vinhos doces, licorosos, com as uvas Malvasia e Moscatel de Alexandria, especialmente nas ilhas de Samos e Lemnos.

Os vinhos da ilha de Rodas são, também, conhecidos com o nome de Lindos.

Em geral, os vinhos são simples e destinados ao consumo locais e quase sempre um pouco oxidados (hábito local).

Ilha de Santorini

Aqui são elaborados vinhos de sobremesa com as castas Athiri e Aidini.

 Vinhos deSantorini

No sul do Mar de Creta está situada a ilha de Creta que é responsável por 15% dos vinhedos gregos. Seus solos são argilosos e calcários. A ilha possui quatro áreas delimitadas de produção (Archanes, Dafnes, Peza e Sitia).

Seus tintos são mais encorpados e, muitos, do tipo doce.

A variedade Vilana é muito plantada em Creta, assim como, a Thrapsathiri. Para os vinhos tintos se usa a Liatiko

Ilha de Creta

Ilhas do Mar Jônico

A principal ilha é Cefalônia; as outras são Corfu, Lefkada e Zakynthos.

Ilha de Cefalônia. Praia de Assos

Depois de Creta, Cefalônia é a ilha que mais elabora vinhos. As variedades de uvas brancas Robola e Tsaoussi são a especialidade local, produzindo vinhos secos e fortes.

Ao norte de Cefalônia está a ilha de Corfu, um autêntico paraíso turístico. Diferente das ilhas do mar Egeu que são áridas, Corfu é uma ilha com uma vegetação muito verde e exuberante e situa-se mais próxima à Albânia que mesmo da Grécia.

Homero, famoso poeta grego (800 anos antes de Cristo) já descrevia os vinhos de Corfu em sua obra- a Odisseia.

Os vinhos brancos são produzidos no sul da ilha e os tintos no norte.

As variedades nativas mais dominantes são a Kakotrygis para os brancos e a Petrokorytho para os tintos.

Corfu

Classificação dos Vinhos

O sistema de classificação segue normativas da União Europeia, pois identifica os vinhos segundo suas origens geográficas.

Denominação de Origem de Qualidade Superior (P.D.O)-Origem Geográfica Protegida;

Denominação de Origem de Qualidade (PGI)- “Identificação Geográfica Protegida”. A PGI inclui:

  1. Designação Tradicional (Vinho Retsina e Vinho Verdea de Zakynthos)
  2. Vinhos Regionais

Vinhos Varietais – vinhos jovens de mesa;

Vinhos Gregos (genéricos). São os mais simples.

Cava – É uma designação para vinhos de corte, envelhecidos, reserva (um ano para brancos e dois anos para tintos de maturação em barricas de madeira).

Vinhos Retsina

Esse é um tipo especial de vinho que deixei para descrever por último.

É o vinho mais conhecido e popular da Grécia.

Confesso que na minha primeira experiência com o Retsina tive um pequeno “susto”. Coisa de “falta de hábito”. E isso se deve ao fato de que para os ocidentais, o vinho é a bebida que se elabora baixo determinadas normas e conceitos, utilizando, normalmente, vitis viníferas puras ou em cortes, sem adição de substancias “alienígenas”, que interfiram com a sua qualidade e características. E os padrões de avaliação organoléptica mais utilizados em nossas latitudes estão “calibrados” para esses valores.

Claro que temos que reconhecer que a Grécia já produz vinhos há mais de 6500 anos e o Retsina faz parte dessas tradições. Porém, os gostos e valores da moderna vinicultura são diferentes daquela da antiga Grécia. Sem dúvida, temos e devemos respeitar aqueles que têm gostos e tradições diferentes das nossas.

No caso do vinho “Retsina” é adicionado até 10% de resina do pinheiro de Alepo que dá ao vinho um sabor forte de Resina (leia-se: terebintina). O famoso aroma e sabor da uva são substituídos pelo da resina.

Atualmente, se utiliza menos de 10% de resina na mistura e esta é de melhor qualidade.

A historia relata que na Grécia antiga, grandes ânforas de barro eram utilizadas para transportar e conservar os vinhos e, essas eram seladas com resina de pinheiro para melhor conservar o vinho (evitar a oxigenação). Essa resina transferia suas características para o vinho e o transformava em um vinho resinado. Assim surgiu o nome de Retsina. No passado, tinham um forte sabor à terebintina mas, atualmente, são mais palatáveis.

Os gregos adoram esse vinho que é muito tomado, bem fresco, como aperitivo ou mesmo como vinho de sobremesa. Muitos acompanham pratos típicos gregos com esse vinho. Claro que é uma questão de cultura e de gosto (que não se discute!).

Sua maior produção ocorre no Estado de Ática, cuja capital é Atenas. A casta mais usada é a Savatiano; em muitos casos, em cortes, com duas outras castas- a Assyrtiko e Roditis.

Normalmente, são vinhos brancos ou rosados. Porém, há tintos retsina.

A fermentação do mosto é levada a cabo sem resfriamento, o que origina um vinho mais “’áspero” e rústico.

Minha primeira experiência com o retsina tinto foi na Alemanha, nos anos 1970. Confesso que o impacto inicial foi diferente porque eu não conhecia esta especialidade grega. Chamou minha curiosidade a etiqueta que estava em grego (a Grécia ainda não era membro da União Europeia). Ainda bem que havia na etiqueta algumas explicações básicas em alemão!

Como curiosidade, retirei a etiqueta e insiro abaixo a sua reprodução fotográfica.

Destaca-se que a garrafa continha somente 0,68 litros (Inhalt:0,68); o conteúdo alcoólico não era dos mais altos (11,6 % de vol.) e se tratava de um tinto (Rotwein). Era um vinho de 1977.

Considerações Finais

Os vinhos gregos estão muito ligados à cultura milenar do povo grego. São vinhos elaborados para os gregos?

Até 2010, cerca de 98% dos vinhos gregos eram consumidos na própria Grécia e só 0,3% era exportado. Entre 2010 e 2016, com a forte crise econômica grega, fez-se muitos esforços para aumentar as exportações, incluindo o setor vitivinícola.  Os níveis de exportação aumentaram, entretanto, 85% vai para a União Europeia e somente o pouco que resta se distribuem para vários países.

Por outro lado, o custo de produção é alto, o que não é benéfico para a competitividade no mercado global.

Não há na Grécia a uniformização do vinho como nos grandes países produtores da Europa. Assim, há tantos tipos diferentes de vinhos no país.

De forma geral, o forte dos gregos é o vinho branco. A uva Assyrtiko é a rainha! Os tintos são menos estruturados que os seus primos do mediterrâneo e devem ser bebidos mais frescos, ou seja, à temperaturas de 12 a 14 graus centígrados (normalmente os mais jovens do tipo beaujolais) e 16 a 18 graus centígrados (os mais encorpados).

Nos últimos anos, com apoio de sistemas de informação online (internet), o nível de informação sobre os vinhos gregos aumentou substancialmente, porém, o nível de conhecimento global sobre esses vinhos ainda é insuficiente para o grande público consumidor.

Salvo para grupos reduzidos de enólogos, especialistas, comerciantes e enófilos, ainda existe desconhecimento das castas nativas gregas para o grande público consumidor (“aquele que não visita os restaurantes gregos de Nova York”). Falta mais informação e conhecimento desses vinhos em nossas latitudes, o que não deixa de ser uma barreira para sua divulgação.

Por outro lado, temos que reconhecer que mesmo na Europa, a grafia e os nomes das uvas e vinhos dificulta sua popularidade, sendo muitas vezes tratado como “curiosidade”.

O volume de produção dos vinhos gregos é apenas suficiente para satisfazer sua população e o mar de turistas que inunda anualmente a Grécia. Dessa forma, competir no mercado internacional com gigantes como a Itália, França, Espanha ou mesmo Argentina, Chile e Estados Unidos é uma tarefa bem difícil.

Estes não são vinhos que se encontram tão facilmente por esse mundo afora.

Pelo menos, essa foi a minha experiência recente nos Estados Unidos e Espanha. Mesmo no Brasil, vejo o esforço de adegas e casas de vinho para tornar conhecidos os vinhos gregos. Claro que uma campanha extensiva de informação pode aumentar o interesse e conhecimento dos consumidores.

Esse é um dos objetivos desse post.

No mercado internacional, o preço dos vinhos gregos é muito variável. De forma geral não tão alto.

Só a título de exemplo, o preço médio de uma garrafa de 0,75 litros na Europa ou Estados Unidos de um tinto simples de Xynomavro de Naousa da Macedônia, situa-se em torno aos US$ 6,00; o mesmo vinho com 89 pontos, portanto, com mais qualidade, custa em torno a US$ 30,00.

Um Agiorgitiko de Nemea da Península de Peloponeso, jovem esimples, custava em torno de US$ 4,00 a garrafa e, o mais caro, com uma pontuação de 89 pontos, US$ 31,00.

Já os brancos de Assyrtico são mais caros. Uma garrafa de Santorini com 92 pontos pode custar até US$ 70,00 enquanto um Vin Santo, da mesma uva, com 20 anos de engarrafado, pode chegar aos US$ 150,00 (são casos mais extremos).

Por tudo analisado nesse post, recomendo que conheçam o vinho grego. Faz parte de uma linda cultura milenar.

“Experiência é Vida”.

Bom Proveito!

Eukaristó. Ta léme.

Obrigado. Até a próxima. Thanks. See you later!!

Com a colaboração e assistência de Jane Silveira Carneiro!

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