A Suíça e seus Vinhos

“Wine makes every meal an occasion, every table more elegant, every day more civilized” (Andre Simon)

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A Suíça, famosa pelos seus chocolates, raclette, queijos, fondue, relógios, sistema bancário, e até pelos seus “canivetes de uso múltiplo”, também, tem sua tradição no mundo do vinho. Nesse post daremos um pequeno passeio por sua realidade vinícola e, veremos, por que ela é ainda pouco conhecida no cenário mundial.

A pequena e bela Suíça é um dos países da Europa Central com a qual tenho boas familiaridade o que aumenta o meu prazer para escrever algumas páginas sobre seu mundo vitivinícola.

Vivendo em Freiburg, Alemanha, apenas a 50 km da cidade de Basel (Basiléia) e 140 km de Zurique, capital financeira e econômica do país, era fácil e prazeroso visitar essa região helvética, situada no coração da “Suíça Alemã”.

Por outro lado, há pouco mais de duas horas de carro, estava a “Suíça Francesa”, com as lindas cidades de Genebra (capital diplomática e culinária do país), Neuchâtel, Lausanne, Friburgo, Montreux, Vevey (chocolates e Charles Chaplin) que se transformaram em deliciosos passeios em alguns finais de semana.

Lembro-me da minha primeira visita a Valais e Vaud, em 1977, vindo da Itália de carro pelo Valle d`Aosta e, cruzando os Alpes pelos quase 6 km do histórico túnel do Grande de São Bernardo e chegando à cidade de Martigny, já no Cantão de Valais; continuando sempre “descendo o rio Ródano”, passando pelo Cantão do Vaud, até chegar ao Lago Léman (Lago de Genebra). São imagens para toda uma vida!!

 

SWITZERLAND SUMMER
Vevey – o Lago Léman e a estátua de Charles Chaplin (que viveu 25 anos nessa cidade até sua morte)

 

Alguns anos mais tarde, quando já vivia em Roma, sempre que podia, passava férias na Alemanha, transitando pela rota que cruzava a Suíça Italiana, através da região de Ticino. Tinha sempre algo novo para ver em Lugano, Bellinzona ou Locarno.

Como podemos observar, “existem três Suíças”, divididas em 26 estados (aqui chamados de Cantões) e, suas características físicas, sociais, culturais e idiomáticas são diferentes, Por essa razão, para entender os vinhos suíços, que foram introduzidos na região pelos romanos, é recomendável conhecer algo da sua história e diferenças pois, apesar de ser territorialmente um pequeno país(42.000Km quadrados), com 75% de seu território montanhoso e quatro idiomas oficiais (alemão, francês, italiano e romanche), possui variações significativas.

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Informações Básicas e Úteis

O país é economicamente muito próspero com uma população de 8,43 milhões de habitantes (2017); a renda anual per capita, em 2017, foi de US$ 80,190 (só a título de ilustração, a dos Estados Unidos foi de US$ 59,531 no mesmo ano). O número de turistas que, anualmente, visita o país é, praticamente, o mesmo que sua população, o que não é pouco.

Considerando a sua montanhosa topografia, seu clima, dificuldades operacionais pela difícil topografia e valor da mão de obra, o custo de produção de seus vinhos é alto.

Os suíços têm uma cultura gastronômica e enológica bem consolidada (Quem não aprecia seus queijos, raclette, fondue de queijo, rösti, schnitzel e outros pratos tradicionais acompanhados de um bom vinho branco? Ou mesmo seus chocolates?)

São consumidos 33 litros de vinhos per capita/ano, sendo o quarto maior consumidor do planeta. É um consumo espetacular se considerarmos que o país só dispõe de pouco menos de 15,000 hectares de vinhedos, distribuídos por 1820 produtores, que produzem 108 milhões de litros por ano.

Essa produção é suficiente, apenas, para 32% do consumo interno (claro que o consumo de vinho pelos turistas quase que ”extingue” toda a produção nacional). Os outros 68% são importados da Itália, França, Espanha, Portugal e do Novo Mundo (Estados Unidos da América, Austrália, África do Sul, Argentina e Chile).

O mercado vinícola suíço é muito competitivo pois, além do alto poder de compra dos seus habitantes, possui sólida cultura e consumo de vinho.

O vinho nacional, como já mencionado, é quase todo consumido no país e, somente 1% da produção é exportada (especialmente para a Alemanha e Áustria). Por essa razão é relativamente difícil encontrar vinho suíço fora da Suíça.

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Regiões Vinícolas

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Suíça Francesa (Ocidental)

Se situa na parte oeste do país e, em sua maior extensão, limita com a França. Somente 6 dos 26 Cantões suíços são francófonos, porém, possuem 73% dos vinhedos da Suíça. As principais cidades são Genebra, Lausanne, Fribourg, Neuchâtel, Montreux e Vevey.

A região possui 4 zonas produtoras: Valais (33% do total); Vaud (25% do total); Genebra (10% do total); Três Lagos (5% do total).

Valais

Se situa a nordeste do Lago de Genebra sendo o Cantão que mais produz vinho; são 5,000 hectares de vinhedos. Seus vinhos são elaborados, principalmente, com a uva branca Chasselas (conhecida por Gutedel na Alemanha) e, pela mistura (Assamblage, Blend) de Pinot Noir (primária) com Gamay (secundária), resultando em um vinho conhecido por Dôle. Esse vinho deve ser consumido jovem (no máximo em três anos).

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Castas Chasselas (Gutedel) -Autóctone da Suíça

Alguns dos mais conhecidos produtores de Valais são: Michel Boven, Simon Maye & Fils, Claude Clavien, Denis Mercier e Didier Joris.

Na parte mais baixa da região (vale aluvial do Ródano), pode-se, também, encontrar alguns vinhos brancos elaborados com Sylvaner, Pinot Gris e Marsanne (hermitage), assim como alguns tintos de Syrah. A maior parte dos produtores possui pequenas propriedades e boa parte da produção é consumida localmente.

Uma curiosidade da região é o vinhedo “Des Amis de Farinet” (Farinet é como também chamam a chasselas em Valais) da zona de Saillon, considerado o menor vinhedo do mundo, e pertencente ao Dalai Lama; produz somente 1,000 garrafas cada ano que são vendidas em leilões em benefício de crianças desprotegidas e outras causas beneficentes.

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Zona de Saillon, Valais

Vaud

Vaud é a continuação de Valais na direção do lago de Léman, descendo o rio Ródano. O seu início se dá próximo à cidadezinha de Aigle. Com 3,700 hectares de vinhedos, o Cantão Vaud se situa na parte nordeste do Lago Léman no lado oposto à cidade de Genebra e, contorna todo o lago, estendendo-se para o lado oeste, tendo a cidade de Lausanne como centro do Cantão.

Os vinhedos estão distribuídos em cinco zonas: Chablais, Lavaux, La Côte, Côte de l`Orbe, Bonvillars e Vully.

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O castelo de Aigle (Cantão de Vaud) e seus Vinhedos (foto de Andreas Gerth)

Os vinhos brancos e tintos são semelhantes aos de Valais. Os brancos de chasselas e os tintos Dôle (aqui, também, conhecido como Salvagnin).

Em Vaud, os viticultores costumam comercializar seus vinhos com nomes dos melhores vilarejos da zona, como La Côte, Saint Saphorin, Aigle, Dézelay, Yvorne e Féchy.

Nas áreas próximas ao Lago Léman é produzido um pouco de Chardonnay e Pinot Gris.

Lavaux é a zona vinícola mais famosa da Suíça e, considerada pela UNESCO, Patrimônio da Humanidade. Esses vinhedos foram estabelecidos no século 12, quando monges cistercienses plantaram o vinhedo Dézalay nos terraços das colinas, nas margens do Ródano e, do lago de Genebra. Dézalay, elaborado com chasselas, é um dos dois vinhos da região classificados como Grand Cru. O outro é Calamin.          

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Região de Lavaux e seus vinhedos (Patrimônio Mundial da Humanidade – UNESCO)

Cantão de Genebra

Este é o terceiro maior Cantão vinícola da Suíça, com mais de 1,400 hectares plantados, em sua maior parte com chasselas e gamay; essa última casta é usada na produção de tintos leves (creio que atualmente os plantios de gamay passaram os de chasselas). Alguns brancos são também elaborados com chardonnay e aligoté.

Uma pequena parte é cultivada às margens do Lago Léman, porém, a maior parte, está na margem direita do rio Ródano. O rio continua para o sul da cidade de Genebra, até a fronteira com a França, na pequena comuna de Santigny. Essa é a maior comunidade vinícola da Suíça e, cerca de 20% de sua produção é de gamay.

Os Três Lagos

Os lagos são Neuchatêl, Biel e Murten. Quando viajamos de Genebra na direção norte para Basel, passamos pelo lago Neuchâtel que está protegido pelas montanhas Jura, que divide a Suíça da França. Entre esse lago e o lago de Biel (no mesmo lado da estrada) existem os vinhedos conhecidos como “Entre-deux-Lacs” (entre dois lagos) com cerca de 500 hectares de vinhas.

Toda a região dos Três Lagos é uma zona de transição entre as Suíças francesa e alemã. Além do mais, os vinhedos de Neuchâtel e Biel, tem a proteção das montanhas Jura, que mantem um micro- clima equilibrado, além de que seus solos calcários, favorecem o desenvolvimento dos vinhedos.

Os vinhedos de Neuchâtel, segundo alguns enólogos suíços, são os melhores do país e, os seus Pinot Noir, gozam da reputação de serem os melhores. Para mim, o melhor é o Pinot Noir de Cortaillod (pequena cidade próxima a Neuchâtel). Também aqui, para variar, cultivam a chasselas.

Uma “invenção” de Neuchâtel é o vinho “Olho de Perdiz”. Trata-se de um vinho rosado ou branco elaborado com a pinot noir. Curiosidade que vale a pena conhecer.

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Já o lago de Biel, que está a norte do lago de Neuchâtel, pertence ao Cantão de Berna. Os 250 hectares de vinhedos de chasselas e pinot noir são plantados nas margens do lago.

O chasselas produzido é mais corpulento e o pinot noir mais claro e leve.

A vinícola Heinz Teusch, da vila de Schafis, é das mais recomendáveis e elabora vinhos com chasselas, pinot noir e chardonnay, além de “Olho de Perdiz”.

Já no lago de Murten, zona que se situa no Cantão de Friburgo, só existem 132 hectares que produzem um suave chasselas e um robusto pinot noir.

Devido à baixa produção, esses vinhos não são encontrados tão facilmente fora da região. Dois produtores conhecidos são Albert Derron e Château de Praz. O primeiro produtor elabora um interessante vinho, especialidade local, com a uva Freisamer, de origem alemã, cruzamento de Pinot Gris com Sylvaner.

Suíça Alemã (Oriental)

A maior parte dos 2,852 hectares de vinhedos dessa região se “espalha” por 17 Cantões desde a cidade de Basel (zona produtora de Zurique) até a região de St. Gallen passando por Scaffhausen (região do Lago de Constança-Bodensee, que divide a Suíça da Alemanha). Os melhores vinhos são elaborados na zona de Schaffhausen que, na realidade, é uma extensão dos vinhedos alemães do sudeste da região de Baden.

Os vinhos da Suíça Oriental são bastante diferentes dos outros suíços e, a diversidade, é grande. Nem sempre a qualidade é a que se espera.

Os vinhos tintos correspondem a 69% das plantações e os brancos a 31%. Das uvas tintas a Pinot Noir (Blauburgunder) corresponde a 55%.  Müller-Thurgau é a predominante para os vinhos brancos e corresponde a 16% desses. Há uma terceira uva branca, a Räuschling (8,5%), autóctone da região do Lago de Zurique.

Os vinhos brancos variam de levemente doces (demi-sec) a secos. Os tintos são do “tipo Borgonha”.

Os melhores brancos são normalmente produzidos por um blend de Pinot Blanc (Weissburgunder) e Pinot Gris (Ruländer) ou Chardonnay e Sauvignon Blanc (nos melhores terrenos).

Os vinhos seguem a classificação adotada na Alemanha e, empregam termos como spätlese (colheita tardia), ou auslese (colheita de uvas selecionadas); contudo, a aplicação dessa classificação é mais “flexível” do que na Alemanha.

Uma boa pedida estando na região, é visitar o Lago de Constança, que é magnífico, e possui inúmeras atrações. Sugiro os meses de maio e setembro para a visita (bom clima e menos turistas). O calor do lago ajuda o consumo de um bom e leve vinho branco (Müller-Thurgau). Também, o pinot noir (12 a 14 graus de temperatura) é uma boa pedida.

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Lago de Constança (Bodensee). Na fronteira entre Suíça/Alemanha e Áustria.

Suíça Italiana

A Suíça Italiana é a região do Ticino, situada ao sul do país, fronteira com a Lombardia italiana. Por ser relativamente perto do Lago italiano de Como (25 minutos de carro da fronteira) é uma visita que não deve ser perdida.

Ticino inclui o Cantão Ticino e o distrito de Moesa. O Monte Ceneri divide o Ticino em duas zonas: A zona de Sopraceneri (Alto Ceneri), no Norte, sendo Bellinzona a principal cidade, e a do Sottoceneri (Baixo Ceneri) no Sul, tendo Lugano como principal cidade.

Essa região é bem distinta das outras e, não só no quesito vinicultura pois, manteve a tradição pouco comum na Suíça, de cultivar híbridos. Isso vem de 1850 quando a Europa foi infestada por míldio, oídio e filoxera e, os produtores, começaram a importar da América Vitis labrusca, resistentes a essas pragas, e que foram usadas por muitos anos para produzir um vinho bem modesto. Posteriormente, produziram vários híbridos que existem até hoje.

Em 1907, começaram experimentos com merlot. Hoje essa uva cobre 91% dos vinhedos do Ticino. Muito embora não sejam comparáveis aos merlot de Bordeaux, ou mesmo do Novo Mundo, ainda são muito consumidos pelos suíços. Se trata de um merlot bem leve, na sua maioria, produzido para satisfazer a imensa sede vinícola dos suíços. Há alguns de melhor qualidade, envelhecidos em barris de carvalho francês, produzidos por vinícolas como Brivio, Gialdi, Monti, Zanini e Zündel, geralmente, a preços menos econômicos.

A área plantada com vinhedos no Ticino é de aproximadamente 1,048 hectares, distribuída em 264 vinícolas (a maioria bem pequenas), dos quais 91 % corresponde a vinhos tintos e, apenas 9%, a vinhos brancos. A produção do Cantão é de apenas 7% do total nacional.

Em 1997, o Ticino estabeleceu uma regulamentação DOC, “bem generosa”, que não ajudou muito a melhorar o nível do merlot e, por isso, foi legalmente desativada em 2001.

Castas e Categorias dos Vinhos

Parece incrível, mas a Suíça possui mais de 250 variedades de castas (a maioria de castas autóctones e híbridas que só existem por aqui). Na prática, as variedades mais conhecidas e plantadas são a Pinot Noir e a Chasselas (Gutedel) com 29% e 27%, respectivamente, da produção total nacional. Juntamente com a Merlot (8%) e a Gamay (9%) representam 73% da produção nacional.

A Chasselas já foi muito cultivada na Alsácia (França) e produzia vinhos leves, de boa acidez, cor verde palha, aromas a maçã, baixos teores de açúcar. Hoje, é basicamente utilizada em corte nos vinhos Edelzwicker. É considerada pelos franceses como a casta menos nobre entre as principais. Porém, é ainda relativamente apreciada em Baden-Würtemberg, onde se chama Gutedel. Basta somente cruzar o Alto Rio Reno (coisa de poucos quilômetros!).

Voltando a Suíça, outras castas cultivadas em menor expressão são: Pinot Gris, Syrah, Arvine, Garnoir, Humagne Tinto e Gamaret. A Chardonnay e Sauvignon Blanc são também cultivadas.

Aqui e ali, algumas dessas castas recebem algum prêmio, em algum concurso, como o melhor vinho. Porém, não é tão fácil encontrar esses vinhos premiados em restaurantes com poucas estrelas.

Com referência à legislação vinícola federal, em 1993 foram criadas três categorias: Vinhos de Denominação Controlada-DOC, Vinhos de Mesa e Outros Vinhos Genéricos (Vinho Tinto e Vinho Branco).

Na realidade, há certa flexibilidade a nível de Cantão. No caso dos Cantões de Genebra, Valais, Vaud e Neuchâtel, Ticino e na Suíça Alemã, existe regulamentação específica para produção de Vinhos de Denominação de Origem Controlada. Por isso há tanto vinho DOC na Suíça.

Observações adicionais:

É interessante observar que a Suíça, do ponto de vista vinícola, apesar dos grandes esforços na busca pela diversidade, qualidade, de alguns prêmios em concursos internacionais, dos altos investimentos e, de tantas variedades de uvas autóctones, segue, comercialmente, como um país de duas uvas: A chasselas (Gutedel) e a Pinot Noir. A merlot do Ticino, também, tem sua cota de participação, assim como a Gamay, nas regiões de Genebra e Valais. As outras tantas variedades são produzidas em volumes pequenos. Quase artesanais!! São atores importantes, porém, secundários, no que diz respeito ao volume comercial. São interessantes para enófilos/enólogos que buscam “experiências diferentes”.

Os vinhos de chasselas são leves e acompanham bem, por exemplo, o Fondue, mas não são vinhos excepcionais.

O aroma e sabor do vinho é pouco expressivo, praticamente neutro; contudo é um vinho seco, refrescante, ácido e mineral com teores alcoólicos entre 11 e 12%.  Como se diz na Suíça: Você tem sede? Tome um vinho chasselas.

O vinho elaborado com chasselas de Schaffhausen é menos ácido pois, naquela região, não há fermentação malolática no processo de elaboração do vinho.

Claro que os bons exemplos como Dézalay ou Calamin devem ser ressaltados e preservados.

É interessante notar que a chasselas, na França e na Alemanha, países onde até pouco tempo cultivavam muito essa casta, atualmente é pouco apreciada e considerada uma uva “da série B”, usada, geralmente, para elaborar vinhos de mesa (vinhos da casa) ou como cortes com outras uvas brancas (como é o caso dos vinhos Edelzwicker na Alsácia). Pessoalmente, encontro os vinhos produzidos com a Chasselas (gutedel) em Baden- Würtemberg (que, igualmente, já não são muitos procurados) deliciosos.

Por outro lado, o preço dos vinhos suíços, como já analisamos, se comparado aos seus primos e irmãos europeus, é alto. Isso é compreensível pelas condições gerais em que são produzidos, pela pequena área de produção e, consequentemente, por seus custos de produção. Não é por acaso que a Suíça é conhecida, na Europa, como o “país da carestia”.

O Pinot Noir suíço, por outro lado, para o real apreciador e conhecedor dessa uva (que normalmente é um consumidor mais exigente), não chama tanto a atenção. Não estou afirmando que é ruim!! Não desejo aqui comparar a um Borgonha Grand Crus da Côtes de Nuit. Além do mais, geralmente, são mais caros que a média dos franceses.

O Merlot de Ticino, tem poucas possibilidades de se comparar àquele de Bordeaux (não estou nem falando de Pomerol, seria injusto) ou mesmo à maioria daqueles do Novo Mundo.

Os consumidores suíços, que são normalmente bem esclarecidos, com alto poder de compra, bons eno-conhecedores e que buscam qualidade, conhecem muito bem toda essa história pois, importam 68% dos vinhos que consomem. Provavelmente, a maior parte dos outros 32%, é consumida pelos sedentos 8,5 milhões de turistas que visitam todos os anos a Suíça e, por uma minoria de consumidores suíços que não possui o mesmo conhecimento enológico ou poder aquisitivo. Como curiosidade, o consumo de cerveja na Suíça chega a 57 litros por cabeça/ano (mesmo sendo a segunda mais cara cerveja da Europa, só perdendo para a Noruega). Claro que os 8,5 milhões de turistas/ano, tem a sua “parcela de culpa”; os suíços não podem levar sozinhos a culpa de beberrões!!!

De qualquer forma, recomendo conhecer o honesto vinho Suíço e tirar suas próprias conclusões. Vale a Pena…. Não esqueça o Fondue!

Auf Wiedersehen/ A Bientôt / Ci Vediamo Presto/ A Revair-Bun Cletg/Até Breve.

     “Cuide bem das notas musicais ao tocar, mas se preocupe mais com o ritmo” (jazz musician)

Dr. Carlos Marx R Carneiro

em parceria com: 

Dra. Jane Silveira Carneiro

 

 

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